Apresentações PACAP 2: Arianna Aragno, Bruno Brandolino, Nina Giovelli

22 fevereiro (21h), 23 e 24 fevereiro (19h)
duração 30 mins + 30 mins + 30 mins
m/18, bilhete único 3€

O Espaço Alkantara acolhe novamente os ensaios e apresentações públicas dos trabalhos desenvolvidos no PACAP, Programa Avançado de Criação em Artes Performativas do Forum Dança, que nesta segunda edição contou com a curadoria da dupla Sofia Dias & Vítor Roriz.

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“A segunda edição do PACAP – Programa Avançado de Criação em Artes Performativas – começou com um convite à falha. A falha enquanto condição indissociável do fazer e do risco que é imaginar e especular a partir da nossa experiência parcial do mundo. Responderam a este convite 15 artistas provenientes do Brasil, França, Itália, Lituânia, Uruguai e Portugal. Com idades compreendidas entre os 23 e os 38 anos e formação ou experiência nas artes performativas, artes plásticas, design, danças urbanas e teatro.

Cada um destes artistas fez dos seus pares o principal recurso do Programa, uma micro-comunidade de contornos quase utópicos.

Este ciclo é o primeiro momento de apresentação pública destes artistas nos seis meses do PACAP (de Setembro 2018 a Março 2019). Um ciclo de 14 peças que reflecte uma diversidade de imaginários, de modos de composição, de articulação entre forma e conteúdo, entre discurso e linguagem. São peças de 20 a 40 minutos produzidas num curto período de tempo e num contexto colectivo. O que faz com que estes trabalhos sejam tanto das pessoas que os protagonizam como daqueles que os acompanharam e influenciaram. Uma responsabilidade partilhada que gostaríamos de estender ao público que convidamos a assistir a este ciclo. Não só esperamos que vejam estas peças, como também que conheçam os artistas, que falem com eles e que divaguem a partir das suas propostas desdobrando os seus sentidos. É neste diálogo que o PACAP, enquanto Programa de Criação, se completa e se reconhece como um projecto cada vez mais integrado na comunidade.

Passaram por este Programa muitos outros artistas e teóricos que partilharam com generosidade os seus modos de fazer e pensar e os quais não podemos deixar de mencionar: Mário Afonso, Sónia Baptista, Neil Callaghan, Francisco Camacho, Alex Cassal, Liliana Coutinho, João Fiadeiro, Francisco Frazão, Philipp Gehmacher, Jared Gradinger, Luís Guerra, David-Alexandre Guéniot (Ghost), Miguel Gutierrez, Christiane Jatahy, Nádia Lauro, Vera Mantero, João dos Santos Martins, Sofia Neuparth, Inês Nogueira, Miguel Pereira, Paulo Pires do Vale, Tiago Rodrigues, John Romão, Vânia Rovisco, Jonathan Saldanha, Teresa Silva.”

Sofia Dias & Vítor Roriz

MUTA, A BUG
de Arianna Aragno

Um solo colectivo ao redor da ideia de transformação. Encontra um bug. Revela a ficção. Perdemos a ligação. Vamos fazer “como se fosse”. Em baixo disso, posso ver-te melhor do que nunca. (Arianna Aragno)

Nota biográfica

Arianna formou-se como atriz e performer com Cesare Ronconi, Lucia Palladino, Mariangela Gualtieri, Leonardo Capuano, Raffaella Boscolo entre outros.

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Em 2015 iniciou a colaboração como intérprete da companhia “Teatro Valdoca” para a criação do espetáculo “Giuramenti”, estreado 2017. Nesse processo, participou também do documentário “Gli Indocili” (direção Ana Shametaj, produção Ubulibri), lançado em Janeiro 2018. Frequentou o curso de formação “Risco” no c.e.m. (Lisboa). Faz atualmente parte do Programa Avançado de Criação em Artes Performativas “PACAP 2” no Fórum Dança, onde está desenvolvendo a sua primeira performance a solo. Está interessada na ideia de transformação contínua, o que acontece nos encontros entre um corpo e algo/alguém.

Ficha Artística

Criação e Interpretação Arianna Aragno
Acompanhamento Artístico Sofia Dias & Vitor Roriz
Direção Técnica Zeca Iglésias
Produção Forum Dança

El universo no se asemeja a nada
de Bruno Brandolino

“The universe resembles nothing é uma exploração daquilo que vive à margem da nossa estrutura ontológica e societária. Uma chamada às forças desestabilizadoras para interpelar nossas fundações. Um corpo nu e anónimo reclama o centro do trabalho para desdobrar todo o seu potencial numa jornada sonora escato-sexual.” Bruno Brandolino

Nota Biográfica

Nascido em Montevidéu (Uruguai). Performer e criador de artes performativas. Completou um BA em atuação na Escola Multidisciplinar de Artes Dramáticas (EMAD) e o programa de treinamento integral de dança de quatro anos na inDANS – Escola de Artes do Movimento.

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Trabalhou principalmente como dançarino/performer para as companhias uruguaias Perro Rabioso e GEN Danza, lideradas pelas coreógrafas Tamara Cubas e Andrea Arobba, respectivamente. Apresentou obras tanto em contextos latinoamericanos como europeus. Participou também de produções teatrais independentes no Uruguai como ator e como formador de atores. Actualmente, participa no Programa Avançado de Criação em Artes Performativas, PACAP 2 do Fórum Dança – Associação Cultural em Lisboa (PT), com a curadoria de Sofia Dias e Vitor Roriz, onde desenvolve o seu primeiro trabalho a solo. O Ministério da Educação e Cultura do Uruguai (MEC) concedeu-lhe recentemente uma bolsa de estudos para a conclusão deste programa.

Ficha Artística

Criação e Interpretação Bruno Brandolino
Aconselhamento Artístico Sofia Dias & Vitor Roriz
Direção Técnica Zeca Iglésias
Produção Forum Dança

Bocuda
de Nina Giovelli

Bocuda/Big Mouth é um devaneio pré-linguagem de um corpo com desejo de constante atualização. Parte da pergunta “‘o que faz o corpo reagir com prazer e/ou insurreição?” e explorando as relações entre o que acontece dentro e fora do corpo. Um programa performativo para falar primeiro e pensar depois, para ativar e partilhar imaginários; uma composição entre realidade palpável, memórias e imaginação. (Nina Giovelli)

Nota Biográfica

Brasileira. Performer, artista da dança e educadora. Bacharel e licenciada em Dança pela Unicamp e formada no Núcleo Experimental de Artes Performativas em São Paulo.

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Foi professora regular e artista residente no Centro de Referência da Dança de São Paulo. Ganhou o prêmio Denilto Gomes pelo solo “Desviante”. Apresentou “tentativa de autorretrato em um mundo de selfies” a convite do Museu de Imagem e Som. Trabalhou como artista colaboradora e performer no Núcleo Artérias com a coreógrafa Adriana Grechi por seis anos. Atualmente desenvolve sua pesquisa entre o sensório, o motor e os imaginários do corpo, participando no Programa Avançado de Criação nas Artes Performativas II do Fórum Dança em Lisboa (PT) com curadoria de Sofia Dias & Vitor Roriz, do qual resultou a performance/solo “Bocuda” (2019). Encontra-se ainda em processo de formação de Educadora Somática do Movimento na técnica Body Mind Movement com Mark Taylor.

Ficha Artística

Criação e Interpretação Nina Giovelli
Som Nina Giovelli, Otávio Carvalho
Música Total Eclipse of the heart (Bonnie Tyler)
Aconselhamento Artístico Sofia Dias & Vitor Roriz
Direção Técnica Zeca Iglésias
Produção Forum Dança