Cleo Tavares, Isabél Zuaa e Nádia Yracema criam “Aurora Negra”

16 – 28 junho 2020
Espaço Alkantara

Aurora Negra, espetáculo vencedor da segunda edição da Bolsa Amélia Rey Colaço, está durante duas semanas em residência no Espaço Alkantara.

O canto começa na voz de uma mulher que fala. Fala crioulo. Fala tchokwe. Fala português. Em cena três corpos, três mulheres na condição de estrangeiras, onde são faladas essas três línguas. Em cada mulher uma essência, personalidade e trajetória. Elas cruzam-se nesta Aurora Negra com a certeza de que nada voltará a ser igual. Buscam as raízes mais profundas e originais das suas culturas, celebrando o seu legado e projetando um caminho onde se afirmam como protagonistas das suas histórias.

Este projeto nasce da constatação da invisibilidade a que os corpos negros estão sujeitos nas artes performativas. A estes corpos é negado constantemente o acesso à construção das suas narrativas, quer seja pela sua ausência nas criações da maioria vigente, ou pela sua presença que quando existente é muitas vezes justificada e remetida a estereótipos e preconceitos.

Ficha Artística

Direção artística, criação e interpretação Cleo Tavares, Isabél Zuaa e Nádia Yracema
Cenografia Tony Cassanelli
Figurinos José Capela
Desenho de luz e vídeo Felipe Drehmer
Sonoplastia e composição original Carolina Varela e Yaw Tembe
Apoio à dramaturgia Sara Graça e Teresa Coutinho
Apoio ao movimento Bruno Huca
Styling Eloisa Correia
Apoio à pesquisa Melánie Petremont
Produção CAMA a.c
Direção de produção Maria Tsukamoto
Apoio Alkantara
Coprodução TNDM II, Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo, Teatro Viriato

Espetáculo criado com o apoio da Bolsa Amélia Rey Colaço, uma iniciativa do Teatro Nacional D.Maria II, Centro Cultural Vila Flor, O Espaço do Tempo e Teatro Viriato