EPI TRAVESTY de Puta da Silva

10 a 15 de junho
Espaço Alkantara

O projeto EPI TRAVESTY (Equipamentos de Proteçāo Individual Travesti) é um álbum visual desenvolvido pela cantora afrotravesti goiana Áquilla Correia (aka Puta da Silva) e produzido pelo Baiano Alexson Silva.

A pesquisa de imagens para a construção dramatúrgica do vídeo foi colecionada a partir de diálogos e vivências de várias travestis artistas em diáspora que, por falta de oportunidades em se inserirem no universo artístico, vivem a prostituição como meio de sobrevivência. O clip retratará o cotidiano travesti, perpassando os problemas sociais e políticos para construirmos a partir das nossas utopias de sobrevivência dramaturgias e imagens de ascensão e vida travesti, transformando o tabu social em totem intelectual e cultural.

Notas biográficas

Áquilla Correia, multi-artista Afro/Travesti Brasileira, é residente há três anos em Lisboa. Cursou a licenciatura em teatro na Universidade Federal de Uberlândia, MG, Brasil e se mestrou em Teatro e Comunidade pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Áquilla desenvolve, desde o seu percurso no Brasil, trabalhos que dialogam com identidade de género e que tornam acessível o ingresso profissional das corpas travestis dentro das diversas linguagens artísticas como protagonistas de suas próprias dramaturgias. Na corrida pela emancipação de corpas travestis, dirigiu diversos espetáculos teatrais no Brasil. O mais recente deles é o espetáculo *Benedites*, produção com mais de cinquenta corpas transvestigéneres e não binárias em cena. *Benedites* circulou pelo Brasil durante dois anos de existência. Em Lisboa, Áquilla Correia trabalhou com dobragem pela produtora Audio In, participando com sua voz em diversos filmes e telenovela. Sua produção mais recente foi a dobragem da telenovela espanhola *Love Divina*, interpretando a personagem Axel. Áquilla participou, no ano 2019, em dois video clips: “MadameX”, clip dos cantores Madonna e Maluma, e no clip “Baza”, da cantora Blaya.