O Alkantara Festival regressa em novembro

13-28 novembro 2020

Olá,

Neste dia de junho, estamos a trabalhar para um Alkantara Festival internacional, vivido ao vivo. O festival que planeamos hoje tem projetos que foram pensados antes desta pandemia. Alguns viram os seus processos de criação interrompidos; outros apenas tinham iniciado as suas pesquisas. Em novembro, estaremos com o público a ver muitos deles pela primeira vez.

O covid-19 não mudou tudo. Os interesses e as pesquisas que no início do ano motivavam as pessoas envolvidas no festival não desapareceram, nem a vontade de as partilhar com o público. Também nós acreditamos que é importante encontrarmo-nos para pensar e discutir estas propostas e as questões que levantam. Continuamos a trabalhar com artistas, equipas e parceiros para que o festival tenha (em segurança) tantos espetáculos, performances e conversas ao vivo quanto possível.

O plano para o festival inclui artistas e equipas em grupos de risco. Inclui pessoas que terão de atravessar fronteiras que podem não estar abertas ou de ter vistos que talvez não consigam pedir. Volta e meia lembramo-nos que no programa temos um espetáculo em que uma performer lambe o chão do palco.

O festival em que estamos a trabalhar hoje pode não ser o festival que desejamos apresentar em detalhe em setembro, ou o festival que teremos a oportunidade de viver em novembro. Vai haver alterações pelo caminho e nem tudo dependerá de nós. A nossa certeza é que vamos voltar a encontrar-nos em novembro no Alkantara Festival 2020.

Até já,

Carla Nobre Sousa e David Cabecinha
Direção Artística 

22 de junho de 2020

O Alkantara Festival regressa de 13 a 28 de novembro e volta a propor-se como espaço de encontro, partilha e discussão pública, a partir de uma programação internacional de dança, teatro, performance, conversas e debates, na cidade de Lisboa e online. 

Na programação do Alkantara Festival, dirigida pela primeira vez por Carla Nobre Sousa e David Cabecinha, estarão em destaque projetos artísticos que contribuem para reflexões sobre a crise ambiental, que contrariam a invisibilização de identidades marginalizadas ou que investigam sobre a capacidade de construção e reinvenção de sentidos em cena. “Num momento em que se tornam ainda mais evidentes fragilidades e incertezas quanto ao presente e ao futuro, estas questões são tão relevantes hoje como no início do ano”, destaca Carla Nobre Sousa.

No Alkantara Festival de 2020 serão apresentados 11 espetáculos em estreia absoluta e 3 pela primeira vez em Lisboa. Face ao contexto atual, o programa está a ser trabalhado de forma a garantir condições de estreia para alguns projetos internacionais que viram os seus processos interrompidos ou cancelados. Aos espetáculos junta-se um ciclo de performances, conversas e debates com a participação de pessoas que se dedicam à investigação académica, dirigentes associativos, ativistas e artistas.

A edição de 2020 inaugura um novo ciclo em que o Alkantara Festival passa a acontecer anualmente em novembro. “O formato anual propõe acompanhar os trabalhos artísticos de forma mais duradoura. Na edição de 2021, por exemplo, vamos querer ver novos projetos e também projetos de artistas que este ano só podem estar no programa online e continuar discussões em torno de pesquisas que este ano mostram os seus primeiros objetos”, sustenta David Cabecinha.

Entre edições, o programa do Alkantara contará com residências artísticas, workshops e encontros públicos, maioritariamente no Espaço Alkantara, para aprofundar a relação com projetos, práticas e questões abordadas no festival.

Os espetáculos e momentos presenciais do Alkantara Festival 2020 acontecem no Centro Cultural de Belém, Culturgest, Teatro Nacional Dona Maria II, Teatro do Bairro Alto e São Luiz Teatro Municipal, equipamentos culturais que se associam à coprodução do evento e no Espaço Alkantara.