Portas Abertas: Nós aqui neste passinho com Michelle Moura e Sara Anjo

26 de setembro, 13h
Praça Dom Pedro IV, Lisboa
Entrada Livre

 

Michelle Moura e Sara Anjo estão durante o mês de setembro em residência nos Estúdios Vitor Córdon a trabalhar na segunda etapa do projeto coreográfico Nós aqui neste passinho.

O projeto pretende através de exercícios coreográficos explorar noções de coletividade, de autonomia, de ocupação do espaço público e de proximidade com público. A par da pergunta o que é resistência as coreógrafas questionam: de que forma somos coreografados por mudanças políticas e sociais? De que forma somos coreografados pela geografia do território, pela sua cultura e espaços públicos? Estamos verdadeiramente aptos para as mudanças?

Notas Biográficas

Michelle Moura é coreógrafa e bailarina brasileira, vive em Berlim. Em suas criações interessa-se por criar modos de gerar mudanças psico-físicas como em FOLE (2013) e BLINK mini uníssono intenso lamúrio (2015). Sua mais recente criação é E nquanto Somos Humanos (2019), em colaboração com Maikon K. Suas obras foram apresentadas em festivais internacionais de dança na América do Sul e Europa, incluindo o Impulstanz (Viena), Panorama Festival (Rio de Janeiro) e HAU – Hebbel am Ufer (Berlin). Como intérprete, trabalhou com Vincent Dupont (FR), Raphaëlle Latini|Groupe Entorse (FR), WilhelmGroener (DE), Dani Lima (BR) e Alex Cassal (PT). Fez seus estudos de dança no Programa Essais, CNDC d’Angers | FR (2010) e Das Choreography (2015), Amsterdão .

Sara Anjo bailarina e coreógrafa, interessa-se por práticas meditativas que geram mudanças psico-físicas, sendo a respiração e a acção de caminhar as principais. Questiona-se permanentemente acerca do que nos move? Como nos movemos? E para onde nos movemos? No seu trabalho coreográfico interessa-se por desenvolver teatro sónico, explorando a coreografia e o espaço performativo na sua dimensão sonora. Criou “Ninguém Sabia Contar Aquela História”, um espectáculo feminista em colaboração com 6 artistas (BoxNova CCB 2011); “Paisagens Líquidas”, uma dança que viaja pelo Lavadouro Público de Carnide (Teatro do Silêncio 2012); “Em Forma de Árvore”, um solo sobre in-quietude (Negócio-ZDB 2016); “Sacro”, uma caminhada magnética (Negócio-ZDB 2018). Desde 2012 participa no projecto “Caminhar” do Teatro do Silêncio. Formou-se em dança pela Academia de Dança Contemporânea (2001) e tem mestrado em coreografia pela Das Graduate School de Amesterdão (2016).