Portas Abertas: And the dance in itself is not more than (a sonic reading) de Clara Amaral

31 de julho, 19h
Espaço Alkantara
Entrada Livre

 De que outra forma posso ler em voz alta? Como posso fazer essa leitura ser um gesto performativo?

Depois de o ato de ler silenciosamente (The distance between your voice and my voice is what your eyes can read but I can’t say) e da (i)materialidade de um livro (Do you remember that time we were together and danced this or that dance?), Clara Amaral prossegue a sua pesquisa sobre os atos de leitura em And the dance in itself is not more than (a sonic reading).

Nesta nova criação, a artista propõe explorar a página não só como espaço hospedeiro da linguagem, mas como espaço de registo de movimento, para pensar como esse registo pode ganhar vida numa performance que cruza a leitura e dança. Em colaboração com a designer gráfica Karoline Swiezynski, Clara Amaral pretende pensar este projeto não apenas do ponto de vista performático mas também como um objeto com propriedades físicas e de design.

Notas Biográficas

Clara Amaral é licenciada pelo SNDO em 2013 e encontra-se neste momento no segundo ano de um mestrado no Dutch Art Institute (DAI).
O seu trabalho Do you remember that time we were together and danced this or that dance? estreou no Julidans en 2017 e foi apresentado no Veem House for Performance, em Amesterdão; no Something Raw Festival/Frascati, em Amesterdão; no Circular, em Vila do Conde; e no Festival Temps d’Images, em Lisboa. Será traduzido para Português e apresentado no Teatro Municipal do Porto em novembro de 2019. Em 2018 a sua publicação The distance between your voice and my voice is what your eyes can read but I can’t say integrou a exposição colectiva Sleeping with a Vengeance, Dreaming of a Life com curadoria de Ruth Noack (Atenas, Praga e Stuttgart). A sua mais recente criação In our eyes, a cascade estreou em novembro 2018 no Bâtard Festival em Bruxelas e foi apresentado no Veem House for Performance, Amesterdão. Será apresentado em agosto de 2019 no farº festival na Suíça. Publicou textos no Theaterkrant, Theatermaker, e Contemporary Cruising. Enquanto intérprete, trabalhou com Ivana Muller, Oneka von Schrader e Backet Mingwen.

Karoline Swiezynski (1982, Alemanha) é designer gráfico. Trabalha principalmente em suportes de papel e conteúdos artísticos como escrita, fotografia, ativismo e materiais de processos – académicos e não académicos. Swiezynski terminou em 2011 o curso de Design Gráfico na Gerrit Rietveld Academie em Amesterdão. Desde então participa em várias iniciativas culturais na Holanda. Em 2018-19 participou num programa de residências de um ano na Jan van Eyck Academie em Maastricht.