Portas Abertas: Blonde Ambition, de Lucy McCormick

23 de Março, 17h
Espaço Alkantara
Entrada  livre

Lucy McCormick, que em 2017 apresentou Triple Threat na Culturgest, regressa a Lisboa a convite do Teatro do Bairro Alto para trabalhar no seu novo projeto, Blonde Ambition, e conhecer a cena queer da cidade. No dia 23 de março abre portas para partilhar o seu processo.

Blonde Ambition é um álbum conceptual subversivo, imersivo e narrativo sobre uma mulher que se sente assoberbada num supermercado. Espectacular e de grande escala, embora mantendo a estética desarrumada e faça-você-mesmo de Lucy McCormick, o espectáculo usa a narrativa mais mundana possível como veículo absurdo e e hilariante para enfrentar profundas questões existenciais em torno do individualismo e da sobrevivência queer no capitalismo tardio. Foi concebido para discotecas e espaços de concerto com o público de pé e actividade a toda a volta. O projecto é o espectáculo mais ambicioso de McCormick até à data e vai ter música original escrita por ela própria, formando a espinha dorsal da peça. As suas influências actuais incluem Die Antword, FKA Twiggs e Jungle Pussy. A artista interdisciplinar Morven Mulgrew vai criar peças cénicas absurdas, escultóricas e interactivas que se metamorfoseiam em figurinos, tais como um sofá que se transforma em vestido quando Lucy se levanta dele. O título do espectáculo recorda a lendária digressão musical de Madonna. O conceito ridículo de tentar replicar esta escala de iconografia pop dá continuidade ao interesse de Lucy em casar virtuosismo e inépcia. Enquanto os elementos individuais terão altos valores de produção, o falhanço inevitável do espectáculo em corresponder à sua premissa proporcionará uma subversão hilariante dos fenómenos culturais pop com que nos envolvemos.

Ficha Técnica

Criação Lucy McCormick
Cenário e figurinos Morven Mulgrew
Produção musical Joe Reeves
Colaboração Samir Kennedy & Ted Rogers
Produção Karl Taylor
Coprodução  Fierce e Teatro do Bairro Alto com o apoio de Cambridge Junction, Tramway, and Alkantara.

Notas Biográficas

Lucy McCormick faz instalações em discotecas, intervenções em cabarets e espectáculos teatrais extravagantes, reunindo interesses pelo absurdo, a inépcia, o feminismo e o grotesco. O seu primeiro espectáculo em nome próprio, Triple Threat, tomou de assalto o Festival Fringe de Edimburgo em 2016, esteve três semanas em Londres e passou por Lisboa em 2017, tendo recebido o Take Me Somewhere Brick Award, o Prémio de Melhor Intérprete no Fringe de Dublin e o TV Bomb Groundbreaker Award; foi ainda nomeado para um Total Theatre Award e um Off West End Award e considerado um dos melhores espectáculos de comédia de 2017 e 2017 pelo Guardian. É Investigadora Convidada da Queen Mary University de Londres e Artista Associada dos Hackney Showrooms e do Soho Theatre (Londres).

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Samir Kennedy vai colaborar no processo de concepção e participar como bailarino no espectáculo. Como intérprete trabalhou com, entre outros, Yvonne Rainer, Franko B, Charles Linehan, Pablo Bronstein, Joe Moran, Rahel Vonmoos, Simon Vincenzi, Robert Clark e Alex Baczyski-Jenkins. Como criador, apresentou o seu trabalho na Holanda, Suécia, Alemanha e Reino Unido. O seu trabalho concentra-se na experiência ao vivo e pode manifestar-se em espectáculos baseados no vídeo, na instalação e duracionais. É um colaborador próximo de Lucy McCormick em todos seus projectos, participando na criação e sendo um intérprete-chave em Triple Threat e Still Life.

Ted Rogers tem desenvolvido uma obra multidisciplinar que atravessa as artes visuais, a performance, a dança, a música, a poesia e o jornalismo. Recentemente dançou em Cowpuncher de Holly Blakey no Queen Elizabeth Hall com música de Mica Levi e figurinos de Vivienne Westwood. Ted trabalha de perto com Lucy desde 2016, assegurando a carreira no Fringe de Edimburgo de Triple Threat e a digressão deste espectáculo, bem como a de Still Life.