Portas Abertas: Plantas e Fantasmas de Bruno Moreno

13 de agosto, 19h
Espaço Alkantara
Entrada Livre, mediante levantamento de senhas disponíveis no dia, a partir das 18h30, uma senha por pessoa – Lotação reduzida
Este projeto nasce da necessidade de criar tecnologias que considerem o feitiço e a magia como ferramentas para nos afastar do assombro de um mundo desencantado. Como olhar para os mortos que gostaríamos de exumar e cantar as vogais de vossos nomes para criar um buraco por onde eles possam dançar e cantar nosso corpo. Esta residência debruça-se sobre a possibilidade de fazer alianças com outros seres. Entrar em negociação com a nossa memória inventada sobre danças que nunca dançamos, insistindo em olhar para o passado de frente com a boca aberta, a boca que tudo come de Exú, aquele que nasceu antes da própria mãe. E assim, desestabilizar a noção linear do tempo histórico e apostar na encruzilhada como espaço de ação coreográfica, onde o trânsito entre mundos inacabados se pode dar, onde nosso corpo pode rodar e, ao sair de si, encantar o espaço.

A residência no Espaço Alkantara é a conclusão de um projeto que começou no CAMPO arte contemporânea, em Teresina, Piauí, nordeste brasileiro, onde Bruno Moreno é artista residente. Lá iniciou o processo de experimentação deste projeto ao qual chamou Práticas para Exumação. A partir das questões levantadas nessa experiência junta-se numa parceria com as artistas Aline Guimarães, Bárbara Fernandes e Vanessa Nunes para criar Plantas e Fantasmas.

Notas biográficas

Bruno Moreno (1988) nasceu em São Paulo, Brasil e atualmente vive no espaço para residências artísticas CAMPO arte contemporânea, em Teresina. Por lá trabalha como criador, como performer na plataforma Demolition Incorporada do coreógrafo Marcelo Evelin e colabora na construção e invenção diária desse contexto ao lado de mais artistas residentes.
As suas práticas artísticas recaem sobre várias questões e quase sempre acabam por resultar em trabalhos que lidam com o fracasso do corpo, o abandono de si, o desaparecimento como potência de vida e a incorporação como o toque possível entre um corpo visível e um invisível.