Portas Abertas: Tripas-Coração de Tita Maravilha e Cigarra

18 de maio, 19h
Espaço Alkantara
Entrada livre

Como experiência de experimentação em artes performativas, este projeto traz a potência rasgada que vem de dentro, que existe sendo tripa e coração, como corpo que sangra e que gera sentimento, enquanto ser sensível e carnal. Partimos da expressão “das tripas, coração” para falar de entrega, determinação. Do tipo: “Ela fez das tripas, coração”.

Tripas-coração deseja ser um projeto estético-artístico-político, que consiste numa criação híbrida de performance-música-teatro em três atos.
Aqui será exposto o processo criativo do 2º ato, uma pesquisa voltada para a estética ultra-romântica. O corpo que carrega várias lembranças e deslembranças relacionadas com ódio e violência,  mas  também de muito  poder  de mudança  e  caminhos  de  amor (somos  amor, trazemos  amor). A partir destas  transformações, ódio e revolta viram material de poder, auto cura, viagem, olhar, poesia, música, vídeo, performance…
Trabalhando através de diversas linguagens como o fado, o bolero, o brega, o cristianismo rústico, o over dramático e o pós-romântico, trazemos como desejo temático, a tentativa de entender as fronteiras, desfronteiras, re-fronteiras… da significação dessa palavra que move universos que é “AMOR”.

Notas Biográficas

Tita  Maravilha é atriz,  performer, cantora, dançarina,  drag queen, palhaça, apresentadora e dj. Graduada em Artes cênicas pela Universidade de Brasília (Brasil). É parte integrante do grupo de teatro “Trazeiros de teatro caseiro” e do projeto musical “Rainhas do Babado”, onde canta anarcofunk e com quem lançou em 2018 o EP:  “Sintomas  de  destruição”. Performer e cantora dos blocos carnavalescos “Bloco do amor”- Brasília e “Blocu´s”- Lisboa e da banda cênico-performática-musical “Cantigas Boleráveis”, vice-campeã do Festival Universitário de  Música Candanga(FINCA) em 2014. Atua, desde 2007, em vários espectáculos relacionados com projetos e festivais dentro e fora da  Universidade no Brasil. Estudou na Escola Profissional de Teatro de Cascais em 2008. Em Brasília trabalhou teatro, dança, performance e teatro performativo com mestres(as)  da cena cultural da cidade, como Simone Reis, Bia Medeiros, Gisele Rodrigues e Hugo Rodas. É membro do grupo de pesquisa em teatro LPTV(Laboratório  de  Performance  e  Teatro  do  Vazio),  sob orientação da professora e diretora teatral Simone Reis, da UNB. Em Lisboa faz parte da “SOMA”- Coletivo que une vários coletivos cidade para fazer festas-performance.
Artista Híbrida. Inventora de universos.

Ágatha Barbosa (a.k.a. Cigarra) é DJ, produtora e label manager. Cresceu na densa cena underground de São Paulo e participou na efervescência das suas festas e festivais assim como na formação original da conceituada Voodoohop. Há uma década explora sets únicos, e a partir desta experiência cria seus próprios casulos sonoros. Em 2016 lançou o EP Límbica e em 2018 Ato pela Tropical Twista Records, onde foi também manager e curadora expoente compilação feminina Hystereofônica, que conta com três volumes e mais de 60 mulheres envolvidas e agora acaba de se tornar um selo independente com um programa mensal na Rádio Quântica em Lisboa.  Ágatha também expressa sua visão do mundo como artista e performer audiovisual tendo participado com trabalhos em festivais no Brasil, Portugal e Alemanha. Nas suas paisagens sonoras e produções, ela mergulha na pesquisa de apropriação de samples (plunderphonics e copyleft) desvendando uma cultura popular, periférica, contemporânea e glocal.