Quinta-feira: Abracadabra

Na quarta criação do projeto Sete Anos Sete Peças, Cláudia Dias e Idoia Zabaleta dão novos usos a palavras gastas. Partem do zero para voltar a combinar com as pessoas presentes os significados mínimos de cada palavra. Paz, pão, trabalho, educação querem dizer o quê, mais propriamente? Demonstrando a verdadeira relação entre as coisas e as palavras, buscando os nomes ocultos da injustiça, da desigualdade e da opressão, as artistas procuram as palavras mágicas para mover corpos, e mundos.

Texto de Jorge Louraço Figueira sobre Quinta-Feira: Abracadabra aqui

Ficha Técnica

Artista convidada Idoia Zabaleta
Assistência dramatúrgica e técnica Karas
Texto e Interpretação Cláudia Dias e Idoia Zabaleta
Cenografia Nuno Borda de Água
Desenho de luz e direção técnica Nuno Borda de Água
Música Fuego de Bomba Estéreo, Banho de Elza Soares, De dentro do Ap de Bia Ferreira, Canción Total de Maria Arnal y Marcel Bagés
Video Bruno Canas
Fotografia Alípio Padilha
Acompanhamento crítico Jorge Louraço Figueira
Produção Alkantara
Coprodução Teatro Municipal do Porto, Teatro Municipal São Luiz, Moare Danza
Residências artísticas e apoio Azala, L’animal a l’esquena, O Espaço do Tempo
Difusão Something Great
Agradecimentos Mursego, María Arnal y Marcel Bagés, Hélder Azinheirinha

Alkantara é uma estrutura financiada por Républica Portuguesa | Cultura/Direcção-Geral das Artes.
Azala y Moare Danza são estruturas financiadas pelo Departamento de Cultura do Governo Basco.

Apresentações

2019

12 out | Ante-Estreia, O Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo 
30 nov e 1 dez | Estreia Internacional, Festival Dantzaldia, La Fundición, Bilbau (ESP)

2020

13-16 fev | Estreia Nacional, São Luiz Teatro Municipal, Lisboa

Notas Biográficas

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, performer e professora.
Concluiu o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e formou-se em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança. Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. Atualmente desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças, um projecto de longa duração que pretende contrariar a ideia de um futuro precário ou ausente.

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Idoia Zabaleta, Coreógrafa. Licenciada em Biologia com especialização e Ecossistemas Dinâmica de Populações. Estudou Nova Dança e Improvisação em Barcelona, Florença, Amsterdão e Nova Iorque. Trabalhou com a Companhia Mal Pelo entre 1995 e 1999. Desde 2000 coproduz e cria o seu próprio trabalho, colaborando com artistas e investigadores como: Isabel de Naverán, Filipa Francisco, Antonio Tagliarini, Ixiar Rozas, Sofia Asencio entre outras. O seu trabalho foi apresentado em festivais e teatros internacionais. É professora em diversos curso de pós-graduação e mestrado. Em 2008, construiu o espaço de criação e residências artísticas AZALA, que gere juntamente com Juan González.