Terça-Feira: Tudo o que é sólido dissolve-se no ar

Na segunda criação do projeto Sete Anos Sete Peças, Cláudia Dias inspira-se no universo dos desenhos animados de Osvaldo Cavandoli. Em palco, Cláudia Dias e Luca Bellezze constroem uma narrativa visual, usando uma linha para contar a história de um menino de dez anos, cujos avôs foram expulsos primeiro da Palestina e depois do Líbano, que viaja desde a Síria até Itália. Num tempo em que as linhas divisórias, as fronteiras, as barreiras, as linhas da frente e de mira dos conflitos bélicos, as fileiras e as linhas de identificação do drama dos refugiados, as linhas de respeito dos limites marítimos das nações, as linhas duras das fações radicais de organizações políticas e religiosas estão na ordem do dia, Cláudia Dias e Luca Bellezze trabalham (n)uma linha unificadora, capaz de juntar o que se encontra separado.

©Alípio Padilha

Ficha Técnica

Conceito e direção artística Cláudia Dias
Artista convidado 
Luca Bellezze
Texto Cláudia Dias
Intérpretes
Cláudia Dias e Luca Bellezze
Assistência Artística Karas
Acompanhamento crítico Sete Anos Sete Peças
Jorge Louraço Figueira
Desenho de Luz Thomas Walgrave
Direção Técnica 
Nuno Borda de Água
Difusão Something Great
Produção Alkantara
Co-produção  Maria Matos Teatro Municipal; Teatro Municipal do Porto
Residências Artísticas Teatro Municipal do Porto; O Espaço do Tempo; Centro Cultural Juvenil de Santo Amaro – Casa Amarela
Agradecimentos Ângelo Alves, Anselmo Dias, Ilda Figueiredo, José Goulão, Jorge Cadima, Paulo Costa

Notas Biográficas

Cláudia Dias nasceu em Lisboa, em 1972. É coreógrafa, performer e professora.
Concluiu o Mestrado em Artes Cénicas na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa e formou-se em dança na Academia Almadense. Continuou os seus estudos como bolseira na Companhia de Dança de Lisboa e concluiu o Curso de Formação de Intérpretes de Dança Contemporânea, promovido pelo Fórum Dança.
Iniciou o seu trabalho como intérprete no Grupo de Dança de Almada. Integrou o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real.
Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito.
Actualmente desenvolve o projecto Sete Anos Sete Peças , um projecto de longa duração que pretende contrariar a ideia de um futuro precário ou ausente.

#READMORE#

Luca Bellezze licenciado em Psicologia em 2003 (Bologna – IT), começou a tocar acordeão e trabalhar com fantoches e malabarismo. Em Itália, frequentou vários cursos: teatro social (Isole Comprese Teatro), mimo (Bianca Francioni) e clown (Leo Bassi, Avner the Eccentric, Andrè Casaca, Philip Radice). Continou a sua formação em várias escolas europeias, nas quais estudou circo (Flic – Turim, Guzei – Moscovo), teatro (Atelier of Phisical Theater Philip Radice- Turim) e clow (International Clown School – Ibiza). Atualmente, estuda acordeão diatónico com Simone Bottasso e frequenta o CLI, Utrecht  e o Mod.AI Institute, em Turim . Trabalha como artista de rua e colabora regularmente com vários festivais internacionais, desde 2003.