Terra Batida em criação no Espaço Alkantara e Estúdios Victor Córdon

15 julho – 2 agosto
Espaço Alkantara
Estúdios Victor Córdon

Ana Rita Teodoro, Joana Levi, Marta Lança, Rita Natálio e Vera Mantero estão simultaneamente em residência nos Estúdios Victor Córdon (no âmbito do programa EM TRÂNSITO) e no Espaço Alkantara para trabalhar em propostas artísticas para o projeto Terra Batida com apresentações marcadas no Alkantara Festival 2020.

Terra Batida é uma rede de pessoas, práticas e saberes em disputa com formas de violência ecológica e políticas de abandono. O conhecimento singular e local de conflitos socioambientais, aliado à ação em rede, convocam resistência aos abusos extrativos e também pedem cuidado: para especular e fabular, para construir visões e vidências sensoriais entre mundos exauridos e exaustos.

Em 2020, Terra Batida enreda intervenientes das áreas da dança, cinema, performance, artes visuais com cientistas, cooperativas e ativistas nas regiões de Ourique, Castro Verde, Montemor-o-Novo, Aveiro, Ílhavo e Gafanha da Nazaré. Parte-se do acompanhamento de contextos específicos em Portugal para pensar e operar em múltiplas escalas. No contexto alentejano, discute-se desertificação, agricultura superintensiva e a concomitante extração de trabalho migrante, minas desativadas e tóxicas, mares de estufas litorais, a falta de água e de gente, a conservação de espécies e outras formas de resistência comunitária. Na região de Aveiro, problematiza-se a erosão acelerada da linha costeira, o tráfego portuário, a subida do nível dos mares e a indústria de celulose. Estes problemas são matéria de conflitos sociais, raciais e interespécie.

Proposta rede Terra Batida Marta Lança e Rita Natálio
Propostas artísticas Ana Rita Teodoro, Joana Levi, Maria Lúcia Cruz Correia, Marta Lança, Rita Natálio, Sílvia das Fadas e Vera Mantero.
Artistas 2021 Ana Pi e Irineu Destourelles
Diálogos Bruno Caracol, Inês Catry (com Marta Acácio), João Madeira, João Prates Ruivo, Luísa Homem, Maria Inês Gameiro, Margarida Mendes, Miguel Rego, Samuel Melro, Sílvia das Fadas, Teresa Castro.
Encontros Comunidade dos Aivados, Cooperativa Integral Minga Montemor, Circuito Arqueológico de Castro Cola, Herdade Freixo do Meio, Fonte de Água Santa de São Miguel, Herdade Monte dos Gregórios, Passeio de Identificação de Plantas Comestíveis e Medicinais (Évora), Projeto conservação de aves estepárias (Campo Branco)
Proposta cénica Leticia Skrycky
Equipa editorial plataforma digital Marta Mestre, Margarida Mendes
Design e criação plataforma digital ATLAS projetos /Nuno da Luz
Parceria media Jornal Mapa, BUALA
Produção executiva Associação Parasita
Produtora Claraluz Keiser
Co-produção Alkantara
Apoios: Governo de Portugal – Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Ourique, Câmara Municipal de Aveiro
Residências: Monte das Doceitas, Espaço do Tempo, Alkantara, Estúdios Victor Córdon, 23 Milhas

A Parasita é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes