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ALKANARA - Maria Lúcia Cruz Correia & Margarida Mendes - ©Maria Lúcia Cruz Correia
@ Maria Lúcia Cruz Correia

Maria Lúcia Cruz Correia & Margarida Mendes

Caudal Restaurativo

  • 21.11 2021
  • Terra Batida
  • Espetáculos
  • Terminal Fluvial Cais Sodré
  • 15h00
  • Esgotado - reservas encerradas
  • M/16
  • 180 min
  • Em Português

Caudal restaurativo é um percurso performativo em que nos tornamos um corpo ouvinte, enquanto somos testemunhas do ecossistema que nos circunda sincronizando simultaneamente com o movimento aquático interior, à medida que nos deslocamos através de um processo de alinhamento com a elemento aquático.


Caminhar com o rio é uma forma de cuidado recíproco, que nos permite conectar com a paisagem e infraestrutura circundante enquanto nos aproximamos da liquidez ancestral reconhecendo a relação que partilhamos com o rio e a forma como a nutrimos através das nossas ações.


Durante este percurso praticamos o activismo regenerativo, para reconhecer os crimes ambientais e o luto climático ao longo do baixo Tejo, que temos vindo a investigar colectivamente em contacto com comunidades locais e associações ambientais. Nesta ocasião, tomaremos como foco o planeamento da construção do novo aeroporto ao largo da Reserva Natural do Estuário do Tejo, investigando os possíveis impactos cumulativos, que poderão provocar o desaparecimento de espécies aquáticas, formas de pesca e subsistência dos seus habitantes, bem como as as memórias aguadas que compartilhamos ao redor do rio.


A caminhada tem a duração de 3 horas, e é composta por vários momentos; um círculo de partilha com a intervenção de testemunhas locais, um processo de luto do rio, bem como a sua escuta terminando com uma oferenda ao rio onde temos a oportunidade de criar um espaço de reconciliação. Esta caminhada conta com a participação de Alexandra Aragão, cientista do direito e escritora de ambiente na Universidade de Coimbra, e membros da comunidade activista Lisboa.


Margarida Mendes and Maria Lúcia Cruz Correia

Esta caminhada ao longo do Rio Tejo integra a rede "Terra Batida", uma rede de pessoas, práticas e saberes em disputa com formas de violência ecológica e políticas de abandono e, que organiza, regularmente, programas de residência artística. Maria Lúcia Cruz Correia e Margarida Mendes iniciaram a sua colaboração em 2020, numa residência da rede na Gafanha da Nazaré, Ílhavo e Aveiro, e que agora se desdobra em novos projetos e ações mais regulares sobre água e zonas costeiras.

Ficha artística


Caudal Restaurativo foi desenhado por Maria Lucia Cruz Correia e Margarida Mendes e foi desenvolvido no âmbito das suas investigações com o grupo de estudos do Rio Tejo e Natural Contract LAB, dando também seguimento à prática de Water Walks e passeios sonoros que Margarida Mendes vem a desenvolver na sua investigação de zonas costeiras.


Agradecimento especial ao contributo dos membros do grupo de estudos Paulo Constantino e Ana Silva - Pro Tejo, Alexandra Aragão, Álvaro Fonseca - West Coast Guarda rios, Geota, PÓLEN

Biografias


Maria Lúcia Cruz Correia é uma artista cujo trabalho reflete a sua implicação profunda com as crises ecológicas e a emergência climática. As suas instalações visuais, performances e laboratórios participativos expressam cosmopolíticas, solidariedade anti-colonialista, e afinidades entre a espécie humana e um mundo-mais-que-humano. Maria Lúcia usa ferramentas e metodologias informadas pelas práticas das constelações sistémicas, acordos conscientes, justiça restaurativa, ativismo, rituais e magia. Foi artista residente em Vooruit de 2013 a 2019, onde desenvolveu 1 place and 11400 seconds, Urban Action Clinic, Common Dreams: Flotation School e Voice of nature: The Trial (Roel Verniers Prijs, 2017). Em 2019 o seu novo projeto Kinstitute foi selecionado para os prémios COAL.


Margarida Mendes é curadora e investigadora. A sua pesquisa - com enfoque no cruzamento das humanidades ambientais, filme experimental e artes sonoras - explora as transformações dinâmicas do ambiente e o seu impacto nas estruturas sociais e no campo da produção cultural. Integrou na equipa curatorial da 11th Gwangju Biennale "The 8th Climate (What Does Art Do?)", 4th Istanbul Design Biennial "A School of Schools", e 11th Liverpool Biennale "The Stomach and the Port". É consultora de ONGs ambientais que trabalham sobre a mineração no mar profundo e dirigiu também diversas plataformas educacionais, como escuelita, uma escola informal do Centro de Arte Dos de Mayo - CA2M, Madrid (2017); O espaço de projectos The Barber Shop em Lisboa dedicado à pesquisa transdisciplinar (2009-16); e a plataforma de pesquisa curatorial sobre ecologia The World In Which We Occur/Matter in Flux (2014-18). Margarida Mendes é doutoranda no Centre for Research Architecture, Visual Cultures Department, Goldsmiths University of London.

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