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Inés Sybille Vooduness & Malvin Puerca de Goma

Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas

Grande plano de duas pessoas sob uma luz quente e alaranjada. A pessoa em primeiro plano, com tranças no cabelo, segura uma barra metálica plana junto ao rosto com unhas compridas e escuras. Ao fundo, a outra pessoa faz um gesto com as mãos acima da cabeça. - Rui Palma
© Rui Palma
Duas pessoas que atuam num palco pouco iluminado, vestidas com roupas roxas coordenadas. A pessoa em primeiro plano, com o cabelo apanhado num coque, olha fixamente para a esquerda e segura uma textura clara e feltrada na anca; a pessoa atrás ergue um braço, olhando para a direita. Ao fundo, veem-se finas hastes verticais suspensas. - Diana Tinoco
© Diana Tinoco
Duas pessoas a atuar, com a pele brilhante de suor, vestindo fatos roxos. Estão próximas, viradas uma para a outra com as bocas franzidas num gesto expressivo. O espaço tem luzes esféricas suspensas no teto e hastes verticais ao fundo. - Diana Tinoco
© Diana Tinoco
Uma pessoa com tranças no cabelo dança num palco, flectindo os joelhos e estendendo os braços. Move-se por entre várias tiras verticais que brilham com uma luz verde e amarela, sob um fundo quente. - Rui Palma
© Rui Palma
  • 20.11 — 22.11 2026
  • Espetáculos / Performances
  • TBA - Teatro do Bairro Alto
  • M/6
  • 1 H

Um mistério partilhado moldado pela memória, pelo movimento e pela relação.

Vestidos de roxo a combinar, Inés Sybille Vooduness e Malvin Puerca de Goma movem-se por entre peças metálicas suspensas que balançam e ressoam à sua volta. Inspirando-se em formas de dança caribenhas e africanas, como o Kuduro, o Dancehall e o Denbow, a sua coreografia cria uma paisagem sonora em constante transformação, onde a identidade é remixada através do ritmo, da fricção e da ressonância coletiva.

Cadências crioulas, dez mil vezes desdobradas pulsa entre a referência e a reinvenção. Por vezes, os performers surgem como os gémeos Marassa da cosmologia Vodou — figuras de dualidade, transformação e mistério. Noutras ocasiões, os seus corpos tornam-se antenas, captando e reconfigurando fragmentos de gestos, imagens de arquivo, cultura da internet e experiências vividas.

Através do som, do movimento e da vibração, a obra abre um espaço onde a memória é continuamente reativada e transformada — uma paisagem diaspórica suspensa entre ritual, celebração e sobrevivência.

Toma nota
Haverá uma oficina com Inés Sybille Vooduness, Corpo de inputs e outputs, no dia 25 de novembro, no Espaço Alkantara. Gratuito mediante inscrição.

Acessibilidade
A sala é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Ficha Artística

Direção Artística Inés Sybille Vooduness Criação e performance Inés Sybille Vooduness, Malvin Puerca de Goma Acompanhamento em movimento, gesto e canto afrocaribenho Sheila Ramirez Olhar externo Virginie Dupra Cenografia e figurino Neusa Trovoada Sonoplastia Nelsoniq Desenho de vídeo Heidi Ramírez Dramaturgia Sarah Lewis-Cappellari Desenho de luz matéria leve – criação de luz e direção técnica de Bee Barros e Gabriela Claveria, com acompanhamento e mentoria de Leticia Skrycky Produção Alkantara – Sinara Suzin, Lysandra Domingues Coprodução Alkantara, Théâtre National Wallonie-Bruxelles e MC93, no contexto de Common Stories, um programa da Europa Criativa financiado pela União Europeia Bolsa de Criação O Espaço do Tempo, com o apoio do BPI e da Fundação ”la Caixa” Apoio à residência Moussem Nomadic Arts Centre (Bruxelas), CAE – Centro de Experimentação Artística, Câmara Municipal da Moita

Trailer

Inés Sybille Vooduness

Inés Sybille Vooduness é bailarina, investigadora cultural e professora. Nascida em Barcelona, filha de mãe catalã e pai haitiano, o seu trabalho explora o Vodou haitiano através da coreografia, criando encontros imaginados entre tradições espirituais e formas contemporâneas de dança, como o Kuduro (Angola), o Coupé-Décalé (Costa do Marfim) e o Dancehall (Jamaica). Entre os seus trabalhos anteriores destacam-se Santa de sustrato autónomo, apresentado na La Casa Encendida, em 2023, e Simbi en águas astronómicas, apresentado no TNT Festival e no Teatro do...

Malvin Puerca de Goma

Nascido em Santo Domingo, República Dominicana (Los Mina), Malvin Puerca de Goma começou sua carreira de dança em 2003 no Conservatório de Dança Alina Abreu. Formou-se na Escola Nacional de Dança das Belas Artes (Endanza) e na Pro Danza (Havana). Tem formação em coreografia e performance de dança pela Universidade Rey Juan Carlos (ISDAl) em Madrid, Espanha. Apresentou-se em Cecilia Valdés no Teatro de la Zarzuela em Madrid, fazendo parte do primeiro ballet negro nesse teatro. Foi intérprete na ópera Un Ballo in Maschera no Teatro Real em Madrid, Espanha....

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