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ALKANARA - Quarta-feira - ©Bruno Simão
@ Bruno Simão

Quarta-feira

O Tempo das Cerejas (2018)

  • 01.10 2016

O cenário é um enorme buraco no meio de placas de gesso laminado, como se uma bola de ferro gigante tivesse caído ali. Ao construir o espaço cénico com o mesmo material usado em milhares de casas portuguesas, para se começar a desconstruir, Cláudia Dias e Igor Gandra fazem uma ligação direta a tudo o que é varrido para baixo do tapete ocidental. Apesar de os bombardeamentos aéreos por parte de forças militares europeias serem hoje em dia facilmente visionáveis na internet ou na TV, a ligação entre os nossos lares e as crateras abertas por mísseis noutro lado do mundo, não é tão visível assim. Este buraco negro alude a essa relação causal por esclarecer. Não se trata apenas de mostrar a responsabilidade das sociais-democracias europeias nos massacres que estão a ocorrer agora no resto do mundo. O olho negro no meio do chão é uma imagem de sinal negativo que nos revela o que está por fazer.

Jorge Louraço Figueira

Direção artística Cláudia Dias Artista Convidado Igor Gandra Intérpretes Cláudia Dias e Igor Gandra Assistente Técnico e Artístico Karas Cenário e Marionetas Igor Gandra e Cláudia Dias Realização plástica Eduardo Mendes Oficina de Construção Igor Gandra, Cláudia Dias, Karas, Eduardo Mendes, Daniela Gomes e Nádia Soares Desenho de Luz e Direção Técnica Nuno Borda de Água Acompanhamento Crítico Jorge Louraço Figueira Produção Alkantara Coprodução Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto, Centro Cultural Vila Flor Residências Artísticas Teatro Municipal do Porto, Teatro de Ferro, Companhia de Dança de Almada, Centro de Experimentação Artística do Vale da Amoreira

2018

7-9 jun | Alkantara Festival/Maria Matos Teatro Municipal, Lisboa
14 out | Teatro do Campo Alegre FIMP, Porto
21 nov | Teatro Viriato, Viseu
24 nov | Teatro Joaquim Benite, Almada

2019

16 mar | Centro Cultural Vila Flor, Guimarães
21 mar | Teatro Virginia, Torres Novas
10 mai | Teatro Estúdio António Assunção, Almada
31 mai | Teatro Ferro, Porto
25 out | Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco

2021

26 mai | Ciclo Sete Anos Sete Peças, São Luiz Teatro Municipal, Lisboa
25 jun | Teatro Virgínia, Torres Novas

Cláudia Dias (Lisboa, 1972) formou-se em dança na Academia Almadense, na Companhia de Dança de Lisboa e no Forum Dança. Frequentou o Mestrado em Artes Cénicas na Universidade Nova de Lisboa. Integrou o Grupo de Dança de Almada e o coletivo Ninho de Víboras. Colaborou com a Re.Al, tendo sido uma intérprete central na estratégia de criação de João Fiadeiro e no desenvolvimento, sistematização e transmissão da Técnica de Composição em Tempo Real. Leciona regularmente oficinas de Composição Coreográfica e de Composição em Tempo Real. Criou as peças One Woman Show, Visita Guiada, Das coisas nascem coisas, Vontade De Ter Vontade e Nem tudo o que dizemos tem de ser feito nem tudo o que fazemos tem de ser dito. Atualmente desenvolve o projeto Sete Anos Sete Peças.

Igor Gandra tem formação em teatro, dança, teatro de marionetas e objectos, filosofia e artes marciais. Destaca como experiências formativas marcantes: estágio Paysages Interiores no Institut International de la Marionette com Phillipe Genty em 1995 e O Espaço do Encontro pelo arquitecto Jean Phillipe Vassal no FIMP 2005. Integrou de 1993 a 1999 a equipa permanente do Teatro de Marionetas do Porto sob a direcção de João Paulo Seara Cardoso. Em 1999 fundou o Teatro de Ferro, do qual é co-director artístico e encenador residente. Dirigiu e co-dirigiu com Carla Veloso mais de 30 criações. Textos publicados: Lura – Centro Cultural Vila Flor, Boa União -Teatro Viriato, Actas da Conferência Nacional de Educação Artística 2007, O Tripeiro, Comédias do Minho, 10 Anos, Le monde Diplomatique, Móin-Móin – Revista Brasileira de Estudos Sobre Teatro de Formas Animadas e no jornal francês L’Humanité. É docente e formador em diversas instituições: Universidade de Évora, Instituto Superior de Ciências Educativas, Balleteatro Escola Profissional, Escola Superior de Educação de Lisboa, entre outras. Desde 2009 director artístico do Festival Internacional de Marionetas do Porto. Integra desde 2013 a Comissão Artística das Comédias do Minho. Premiado pelo Clube Português de Artes e Ideias no concurso O Teatro na Década em 1997. Prémio Revelação Ribeiro da Fonte – Teatro 2004 pelo Ministério da Cultura/Instituto das Artes. Medalha de Mérito Cultural e Científico do Concelho de Vila Nova de Gaia – 2005. Troféu Aquilino Ribeiro – Revelação 2005 atribuído pelo Jornal do Centro, Viseu.

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