Residente em Marselha, Dorothée Munyaneza é uma artista multidisciplinar que utiliza música, canto, texto e movimento para explorar a rutura enquanto força dinâmica. Munyaneza inspira-se em histórias reais, mobilizando o corpo, a memória e o tempo presente para criar um espaço de ressonância.
Natural do Ruanda, formou-se na Jonas Foundation, em Londres, e estudou música e ciências sociais em Canterbury, antes de se estabelecer em França.
Ao longo da sua carreira, colaborou com artistas como François Verret, Radouan Mriziga, Alain Mahé, Jean-François Pauvros, Robyn Orlin, Ko Murobushi, Nan Goldin, Stéphanie Coudert, Rachid Ouramdane, Maud Le Pladec, Alain Buffard, Maya Mihindou e Ben LaMar Gay.
Em 2013, fundou a companhia Kadidi, em Marselha. O repertório da companhia inclui Samedi Détente (2014), Unwanted (2017), Mailles (2020), a capella (2022), Toi, moi, Tituba… (2023), umuko (2024) e Version(s) (2025).
Munyaneza foi artista associada do Théâtre de la Ville em Paris entre 2018 e 2021. Atualmente é artista associada do Théâtre National de Chaillot, e da Maison de la Danse e da Bienal de Dança de Lyon, tendo também sido artista residente na Fondation Camargo entre 2022 e 2024.
Em 2024, recebeu o Prémio Europeu de Dança Salavisa, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.