Tita Maravilha & Vânia Doutel Vaz
Prato Feito REPARA
Um convite bem-humorado para ver de outras perspectivas – entre o prato de feijão com arroz, batata e salada e o camuflado de flores que não esconde, revela.
A convite do MAAT, o Alkantara apresenta um programa de performances em diálogo com obras da exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP.
Para este programa desafiámos duas artistas a criarem performances inéditas: Tita Maravilha e Vânia Doutel Vaz, artistas-performers que usam o humor de forma muito particular: para seduzir, para desconcertar, para criar expectativa ou desviar-nos do expectável, para criar situações e encontros inesperados.
Estas são provocações que encontramos nas novas performances que criaram — Prato Feito de Tita Maravilha e REPARA de Vânia Doutel Vaz — e que apresentam em simultâneo. Aqui encontramos ainda o que as torna únicas e absolutamente distintas: o excesso, o exagero e o desejo de contar histórias de Tita Maravilha mas também o minimalismo, a contenção e a ironia sofisticada de Vânia Doutel Vaz.
Juntas, neste encontro, convidam-nos a multiplicar olhares sobre as obras da exposição e a reparar no que nos torna humanos.
Toma nota
As performances de Tita Maravilha & Vânia Doutel Vaz começam às 15h, na entrada da exposição, junto à obra Turn Around, de Luísa Cunha, e terão a duração de uma hora. Juntas, as artistas acolhem o público e convidam-no a acompanhá-las.
As duas performances acontecem em simultâneo, em espaços distintos: a performance Prato Feito, de Tita Maravilha, acontece em diálogo com a obra Marmitex, Guggenheim ibérico, de Rodrigo Oliveira; e REPARA, de Vânia Doutel Vaz, com a obra Construir É Destruir É Construir, de Fernanda Fragateiro.
Cada pessoa decide quem seguir, de onde observar e quanto tempo ficará a assistir a cada performance. Todas as pessoas poderão circular livremente entre as duas performances e pelas restantes 88 obras da exposição.
Acessibilidade
Em português, com tradução em inglês disponível em folha de sala.
A sala é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Ficha Artística
Prato Feito, em diálogo com Marmitex, Guggenheim Ibérico (escultura acidentada #1), 2006, de Rodrigo Oliveira Criação e performance Tita Maravilha Figurino, adereços e olhar externo Alex Simões aka Xana Modas REPARA, em diálogo com Construir É Destruir É Construir, de Fernanda Fragateiro Criação e performance Vânia Doutel Vaz Olhar externo e apoio à dramaturgia Bruno Huca Produção Executiva Sinara Suzin e Maria Paula (Alkantara) Produção Alkantara Performances encomendadas pelo Alkantara e Maat – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Tita Maravilha estudou Artes Cênicas na Universidade de Brasília. Define-se como “inventora de universos” e afirma trazer para os seus processos artísticos “as dores e delícias de ser um corpo dissidente”. Nascida no Brasil, participou em vários espetáculos e projetos no seu país antes de se mudar para Portugal, onde reside desde 2018. Artista multidisciplinar, desenvolve o projeto Trypas Corassão — uma potente mistura de música eletrónica e performance — e assina diversas criações autorais, como Tita no País das Maravilhas (2021), Exercício...

Vânia Doutel Vaz, Angolana nascida em Setúbal, é intérprete e criadora na área da dança. Num território híbrido entre a performance, a coreografia e a colaboração interdisciplinar, usa a ideia do corpo como arquivo e veículo de ficção para se centrar nas questões relacionais. Interessa-se por criar uma lógica de rotação dos lugares de observação, permitindo que diferentes subjetividades se manifestem através do diálogo entre corpos, olhares e presenças. Deste modo, procura, na relação entre performer e público, potenciar o surgimento de uma...




