Ali Chahrour
Quando Vi o Mar
- 27.08 — 28.08 2026
- Espetáculos / Performances
- TNDMII - Sala Garret
- M/16
- 1h15min
- Em árabe e amárico com legendas em português e inglês
Entre canto, dança e palavra, três mulheres partilham as suas histórias de migração e trabalho no Líbano, num gesto de partilha, escuta e dignidade.
Na sua nova peça, Ali Chahrour aproxima-nos das vidas de trabalhadoras domésticas migrantes no Líbano, há muito sujeitas a um sistema laboral repressivo, hoje expostas a uma vulnerabilidade ainda maior devido à guerra.
Em palco, Zena Moussa, Tenei Ahmad e Rania Jamal partilham histórias atravessadas por exploração, violência e sobrevivência. Aqui, são performers e contadoras das suas próprias experiências. Entre dança, canto e palavra, traçam percursos num espaço quase despido, onde a luz oscila, abrindo zonas de claridade e sombra. Abed Kobeissy e Lynn Adib acompanham-nas com música ao vivo, que se torna um território comum: uma canção de embalar estilhaçada, onde ecoam a crise de um país e o chamamento distante do mar.
À semelhança de Contado pela minha mãe, apresentado pelo Alkantara Festival no Teatro Nacional D. Maria II em 2021, Quando vi o mar atravessa o amor e a perda, a maternidade e o exílio, a memória e a guerra, dando forma àquilo que persiste no meio da perda e da devastação.
Conversa pós-espetáculo com Ali Chahrour e Shahd Wadi (em inglês) a 28 Nov, no Salão Nobre do TNDM II.
Sessão com audiodescrição no dia 28 de novembro.
Teaser
Ficha Artística
Direção e coreografia Ali Chahrour Intérpretes Zena Moussa, Tenei Ahmad, Rania Jamal Música criada e interpretada por Lynn Adib, Abed Kobeissy Assistente de direção e coreografia Chadi Aoun Desenho de Luz e Direção técnica Guillaume Tesson Assistente de direção técnica Pol Seif Desenho de som Benoît Rave Cenografia Guillaume Tesson, Ali Chahrour Comunicação Chadi Aoun Edição texto Hala Omran Produção Ali Chahrour Produção executiva Christel Salem, Chadi Aoun Coprodução Festival d’Avignon, Ibsen Scope, HAU Hebbel am Ufer, Berlin Arab Fund for Arts and Culture (AFAC), Al Mawred al Thaqafi, DeSingel Antwerp, Domino Zagreb / Perforations Festival, Holland Festival, Zürcher Theater Spektakel, Al Madina Theater Apoios Beryte Theater, L’Institut Français de Beyrouth, Wicked Solutions, WASL Productions, Beit el Laffé, Orient 499, Raseef, Beirut Houna center, Zoukak Theatre Agradecimentos Viany Ngemakoue, Sophie Ndongo, Jouma Fayé, Mariam Sesay, Sarie Teshome, Aisha Temam, Raheel Teshome, Mihret Birhane, Laurentine Mbekati, Mohana Ishak, Hussein Hajj, Anthony Sahyoun, Ali Khedr, Eric Deniaud, Chrystèle Khodr, Raymond Zakaria, Hind Hamdan, Kafa Megaphone, Seenaryo, Daraj Media, Hammana Artist House

Nascido em Beirute, o coreógrafo e bailarino Ali Chahrour cria uma linguagem de movimento livre de códigos e modelos ocidentais, que reflete a sua cultura e o contexto político, social e religioso em que vive. Numa série anterior de obras — a sua trilogia sobre a morte, Fatmeh (2014), Leila’s Death (2015) e May He Rise and Smell the Fragrance (2017) — recorreu a rituais fúnebres, cruzando tradição com uma marcada modernidade. Posteriormente, iniciou uma segunda série dedicada ao amor, com Night (2019), seguida de Told by My Mother [Contado pela minha...














