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Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo

TRILOGIA CADELA FORÇA – Capítulo II: The Brotherhood

Sete homens com camisas brancas e coletes ou suspensórios escuros estão sentados alinhados atrás de uma longa mesa comprida num palco iluminado. À frente de cada um há microfones e papéis espalhados. Ao fundo, na penumbra, uma figura com um vestido longo e escuro caminha de perfil. - Mayra Azzi
© Mayra Azzi
Um grupo de homens vestidos com fatos escuros forma um círculo num palco iluminado a amarelo. O homem ao centro está virado para a frente, enquanto os outros seguram ramos de flores. Ao fundo, destaca-se um grande painel texturado com uma imagem abstrata escura. - Mayra Azzi
© Mayra Azzi
Uma pessoa de cabelo curto está caída de costas num chão amarelo iluminado, segurando uma espada verticalmente contra o peito. Veste um corpete bordeaux, calções pretos, meias brancas altas e sapatos de salto pretos. - Mayra Azzi
© Mayra Azzi
Num palco com fumo e luzes azuis, várias figuras em silhueta rastejam no chão diante de uma pilha de colunas de som e engradados. Um letreiro luminoso exibe a frase 'DIRTY PATHOS' - Mayra Azzi
© Mayra Azzi
  • 26.11 — 28.11 2026
  • Espetáculos / Performances
  • Estreia nacional
  • Culturgest - Auditório Rui Emílio Vilar
  • M/16
  • 3h40min com intervalo
  • Em português com legendas em português e inglês

Um olhar sobre a irmandade masculina como pacto de fascínio, poder e violência.

O segundo capítulo da trilogia Cadela Força mergulha na complexidade dos pactos de masculinidade, nas possíveis origens da irmandade e nos seus códigos — muitos deles inscritos na violência e responsáveis por perpetuar a violação e a violência sexual como parte do seu vocabulário.

A proposta não simplifica o tema: o espetáculo reconhece a admiração que essa irmandade pode suscitar quando relacionada à História da arte. Bianchi mobiliza o teatro para articular reflexões sobre representação e trauma real, estruturas de poder na arte e poesia radical, investigando as origens da misoginia e uma sexualidade em crise.

A estrutura do espetáculo revela-se como uma armadilha, e vemos a figura de Bianchi vulnerável e fantasmagórica, como consequência de observar a Irmandade de maneira tão próxima.

Ficha Artística

Concepção, texto, direção e cenografia Carolina Bianchi Com Chico Lima, Flow Kountouriotis, José Artur, Kai Wido Meyer, Lucas Delfino, Rafael Limongelli, Rodrigo Andreolli, Tomás Decina e Carolina Bianchi Tradução para legendas Marina Matheus (inglês), Thomas Resendes (francês) Dramaturgia e parceria de pesquisa Carolina Mendonça Direção técnica, música original, desenho de som Miguel Caldas Assistente de direção Murillo Basso Cenografia Luisa Callegari Desenho de luz Jo Rios Vídeo e legendas Montserrat Fonseca Llach Figurinos Luisa Callegari, Carolina Bianchi Coreografia do prólogo e conselheira corporal Jimena Pérez Salerno Câmera ao vivo e apoio artístico Larissa Ballarotti Fotos Mayra Azzi Direção de palco, assistente de produção AnaCris Medina Direção de produção, coordenação de circulação e comunicação Carla Estefan Relações internacionais, produção e difusão Metro Gestão Cultural (BR) Produção Metro Gestão Cultural (BR), Carolina Bianchi Y Cara de Cavalo Coprodução KVS Koninklijke Vlaamse Schouwburg - Brussels, Theater Utrecht, La Villette – Paris, Festival d’Automne à Paris, Comédie de Genève, Internationales Sommer Festival Kampnagel, Les Célestins – Théâtre de Lyon, Kunstenfestivaldesarts, Wiener Festwochen, Holland Festival, Frascati Producties HAU Hebbel am Ufer -Berlin, and Maillon, Théâtre de Strasbourg - Scène européenne Residência artística para finalização do espetáculo e construção do cenário KVS Brussels Residências La Villette-Paris, Frascati Amsterdam, Utrecht Theater -De Paardenkathedraal, Kampnagel-Hamburg Apoio Tax shelter van de Belgische Federale Overheid, The Ammodo Foundation-NL

O espetáculo estreou em 9 de maio de 2025 no KVS-Brussels, no âmbito do Kunstefestivaldesarts

Carolina Bianchi

Carolina Bianchi é escritora, diretora teatral e performer, nascida em Porto Alegre, Brasil, e radicada na Europa desde 2020. Seu trabalho emerge de uma perspectiva de crise, criando confabulações audaciosas sobre a violência sexual e a história da arte. Suas encenações articulam referências diversas da literatura e da pintura, tendo a violência como eixo central, por meio de textos e corpos que incorporam uma aproximação sensível com a História através de gestos performativos. Ela é diretora do coletivo CARA DE CAVALO, sediado em São Paulo, com o qual...

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