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Dorothée Munyaneza & Companhia

Shikama

Uma colagem de dois retratos de Dorothée Munyaneza lado a lado. Em ambos os retratos tem um cabelo entrançado, comprido e azul e veste uma camisola cor-de-rosa vibrante. - Pat Cividanes
© Pat Cividanes
Retrato a preto e branco em plano médio de uma mulher jovem na praia com o mar ao fundo. Usa uma faixa/lenço na cabeça e argolas, posando com um braço erguido e a mão a emoldurar o rosto enquanto olha serenamente para a câmara. - Virginia Perez
© Virginia Perez
Retrato a preto e branco de um homem negro de frente, com cabelo afro, bigode e argolas nas orelhas, olhando diretamente para a câmara. Veste uma camisa clara com pregas e gola subida e correntes ao pescoço, posicionando-se à frente de um vitral trabalhado. - Geoffrey Baptiste
© Geoffrey Baptiste
  • 14.11 — 16.11 2026
  • Espetáculos / Performances
  • Estreia absoluta
  • CAM - Centro de Arte Moderna Gulbenkian
  • 10€
  • M/6
  • 1 H

Três pessoas e um violoncelo procuram criar raízes no meio da turbulência do mundo e dos abalos da vida.

Shikama deriva de Gushikama, que significa “criar raízes” em kinyarwanda, língua materna de Dorothée Munyaneza.

Artista multidisciplinar, Dorothée Munyaneza cruza música, canto, texto e movimento para explorar a rutura como força dinâmica. Para esta nova criação, convidou Inés Sybille Vooduness, bailarina e investigadora cultural, e Matthew Jamal, artista interdisciplinar e compositor. Juntos, criam uma peça nascida da improvisação entre música, som e movimento. Três presenças, três territórios e três mundos encontram-se num espaço partilhado, para fazer ressoar três sílabas: Shi-Ka-Ma.

Como árvores que se fixam à terra através de raízes, rizomas e radículas, enquanto os ramos são sacudidos por tempestades, Shikama pergunta como podemos criar raízes apesar de tudo. Talvez a resposta esteja num compasso ternário oscilante, num desequilíbrio sustentado pelo movimento, ou na espera de que o terceiro gesto traga uma forma de resolução.


Apresentação integrada no Alkantara Festival 2026, no âmbito do Prémio Salavisa European Dance Award, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com instituições de referência no panorama da dança europeia.

Toma nota
Conversa pós-espetáculo com Dorothée Munyaneza e Aoaní (em inglês) a 15 Nov.

Acessibilidade
A sala é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Ficha Artística

Direção artística e performance Dorothée Munyaneza Performance Inés Sybille Vooduness, Matthew Jamal Composição musical Matthew Jamal, Dorothée Munyaneza Figurinos Stéphanie Coudert Som Camille Frachet Produção Virginie Dupray / Kadidi,com a assistência de Louise Mutabazi Coprodução Fundação Calouste Gulbenkian Com o apoio da DRAC Provence-Alpes-Côte d'Azur / Ministério da Cultura de França

Dorothée Munyaneza

Residente em Marselha, Dorothée Munyaneza é uma artista multidisciplinar que utiliza música, canto, texto e movimento para explorar a rutura enquanto força dinâmica. Munyaneza inspira-se em histórias reais, mobilizando o corpo, a memória e o tempo presente para criar um espaço de ressonância. Natural do Ruanda, formou-se na Jonas Foundation, em Londres, e estudou música e ciências sociais em Canterbury, antes de se estabelecer em França. Ao longo da sua carreira, colaborou com artistas como François Verret, Radouan Mriziga, Alain Mahé, Jean-François...

Inés Sybille Vooduness

Inés Sybille Vooduness é bailarina, investigadora cultural e professora. Nascida em Barcelona, filha de mãe catalã e pai haitiano, o seu trabalho explora o Vodou haitiano através da coreografia, criando encontros imaginados entre tradições espirituais e formas contemporâneas de dança, como o Kuduro (Angola), o Coupé-Décalé (Costa do Marfim) e o Dancehall (Jamaica). Entre os seus trabalhos anteriores destacam-se Santa de sustrato autónomo, apresentado na La Casa Encendida, em 2023, e Simbi en águas astronómicas, apresentado no TNT Festival e no Teatro do...

Matthew Jamal

Matthew Jamal é um artista interdisciplinar e compositor radicado em Nova Iorque, que trabalha com som, movimento e manipulação eletroacústica. A sua prática explora a improvisação como sistema composicional e método incorporado. Entre os 14 e os 18 anos, atuou como músico de rua em Washington, D.C., e Nova Iorque, desenvolvendo uma linguagem de performance a solo enraizada nas tradições afro-americanas, na música clássica ocidental e no live looping, elementos que continuam a informar o seu trabalho site-specific. Paralelamente à sua prática...

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