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ALKANARA - Faustin Linyekula - ©Agathe Poupeney
@ Agathe Poupeney

Faustin Linyekula

Histoire(s) du Théâtre II

  • 26.11 — 27.11 2020
  • Estreia nacional
  • culturgest - Grande Auditório
  • M/12
  • 110 min
  • em francês e lingala, legendado em português e inglês

Lamentamos informar que o espetáculo "História(s) do Teatro II" de Faustin Linyekula na Culturgest - Fundação CGD, integrado no Alkantara Festival 2020, foi cancelado por motivos de força maior.

REEMBOLSO / TROCA DE BILHETES

Para solicitar o reembolso ou a troca de bilhetes adquiridos na Ticketline e respetivos pontos de venda, as pessoas portadoras de bilhete deverão dirigir-se ao local onde foi efetuada a compra ou enviar e-mail: ticketline@ticketline.pt

Caso os bilhetes tenham sido adquiridos na Culturgest, o reembolso pode ser efetuado diretamente na bilheteira mediante a apresentação dos mesmos, ou por transferência bancária enviando um email para culturgest.bilheteira@cgd.pt com o pedido de reembolso.

Quem adquiriu bilhete através da Bol será contactado e reembolsado nos próximos dias.

A primeira memória de Faustin Linyekula ligada ao teatro é a de assistir na televisão à Epopeia de Lyanja do Ballet du Zaire. Esta peça épica, estreada em 1974 e que passou regularmente na televisão nas décadas de 70 e 80, conta uma história da origem do recém criado país, combinando músicas e danças das suas diferentes regiões. A Epopeia de Lyanja foi o grande sucesso da companhia e uma manifestação clara do objetivo de construção de uma nação pelo seu fundador, o presidente Mobutu.

Na década de 70 vários políticos de diferentes países africanos (Sekou Toure na Guiné, Senghour no Senegal ou Mobutu no Zaire) entenderam que o corpo, o movimento e a música podiam servir para inventar uma idea de nação. No entanto, o que podia ter sido um laboratório para refletir sobre o "corpo" da nação rapidamente se tornou uma ferramenta política e motivo de fortes rivalidades.

Em Histoire(s) do Théâtre II, três pessoas da companhia original, agora nos seus 60 e 70 anos, juntam-se em palco com um ator congolês que cresceu a vê-las na televisão e um ator branco, belga. Em conjunto interrogam-se sobre as memórias e o legado da companhia, a história dos primeiros momentos da independência do Congo e os seus próprios papéis na história.

Raquel Lima conversa com Faustin Linyekula

Direção Artística Faustin Linyekula Assistente de encenação Papy Maurice Mbwiti Com Wawina Lifeteke, Papy Maurice Mbwiti, Ikondongo Mukoko, Marie-Jeanne Ndjoku Masula, Oscar Van Rompay Dramaturgia Stefan Bläske Assistente de dramaturgia (estágio) Castélie Yalombo Figurinos Ignace Yenga Técnico de luz Geert de Rodder Técnico de som e vídeo Frederik Vanslembrouck Vídeo L’épopée de Lyanja do Ballet National de la Compagnie Théâtre National Congolais (excertos) Produção Virginie Dupray/Studios Kabako, Greet Prové/NTGent Coprodução Künstlerhaus Mousonturm, Frankfurt am Main Apoio Belgian Tax Shelter Em colaboração com o Ballet National de la Compagnie Théâtre National Congolais e Isaano/ Positive Production (Kigali)

Projeto confianciado pelo programa Europa Criativa da União Europeia no âmbito do projeto Create to Connect, Create to Impact

Apresentado em Portugal com o apoio do Institut Français

Faustin Linyekula é um coreógrafo e bailarino que vive e trabalha em Kisangani, na região nordeste da República Democrática do Congo. Criou 17 peças que se apresentaram em vários países na Europa, em África, na América do Sul e do Norte, e em Austrália. O seu trabalho aborda a memória e o esquecimento, particularmente em relação à herança de décadas de guerra, terror, medo e colapso económico. Recebeu vários prémios, incluindo o Tällberg/Eliasson Global Leadership Prize (2019), o Soros Fellowship (2017), e o prémio principal do Prince Claus Fund (2007). Foi artista associado do Manège (Reims) de 2018 a 2021 e do Holland Festival em 2019. Foi Artista na Cidade em Lisboa em 2016. É o fundador e diretor de Studios Kabako, um centro de produção, formação, pesquisa e criação em Kisangani.

Papy Maurice Mbwiti é ator, dramaturgo e encenador. É diretor artístico de Mbila Kréation Théâtre, gere o espaço cultural Les Béjarts e colabora com a companhia Utafika théâtre. Mbiwti é intérprete em três peças de Faustin Linyekula: The Dialogue Series: iii Dinozord (2006), La Fratrie errante (2007), e Sur les traces de Dinozord (2011), que se apresentaram na Europa, em Africa e nos Estados Unidos. Colabora regularmente com Johan de Hollander, Marie-Louise Bibish Mumbu e Monika Gintersdorfer. Vive atualmente em Montréal e é artista residente no Centre du Théâtre d'Aujourd'hui.

Suzane Wawina Lifeteke, bailarina, integrou o Ballet Nacional do Zaire em 1975. Participou no grande sucesso da companhia L’épopée de Lyanja, e entrou no elenco de peças como Nkenge (1980), Elima Ngando (1983), Rythmes et danses du Congo (1986), Kayiba (2008), e En remontant le fleuve Congo (2003 & 2015). Participou em digressões internacionais do Ballet Nacional à Nigéria, Morrocos, Burundi, Egipto, Angola, Ruanda, Quénia, Líbia, Níger, Argélia, Estados Unidos, Rússia, Índia, Japão, e vários países europeus. Desde 2003 é supervisora de jovens atores no Ballet Nacional.

Marie-Jeanne Ndjoku é cantora e bailarina. Integrou o Ballet Nacional do Zaire em 1974. Participou em peças como L’épopée de Lyanja (1974), La fille du forgeron (1976), Nkenge (1980), Elima Ngando (1983), Rythmes et danses du Congo (1986), Kayiba (2008) e En remontant le fleuve Congo (2003 & 2015). Participou em digressões internacionais do Ballet Nacional na Nigéria, em Marrocos, Burundi, Egipto, Angola, Ruanda, Quénia, Líbia, Níger, Argélia, Estados Unidos, Rússia, Índia, Japão, e vários países europeus, incluindo Portugal.

Rodolph Ikondongo Mukoko é griot formado pelo grupo Oyingi no território Idiofa no Congo. Integrou o Ballet Nacional do Zaire em 1974. Participou em vários espectáculos do Ballet, incluindo L’épopée de Lyanja (1974), La fille du forgeron (1976), Nkenge (1980), Elima Ngando (1983), Rythmes et danses du Congo (1986), Kayiba (2008), En remontant le fleuve Congo (2003 & 2015). Participou em digressões internacionais em África, nos Estados Unidos e na Europa.

Oscar Van Rompay é ator da companhia residente do teatro belga NTGent. Participou em Platform, Opening Night, Tien geboden [Ten Commandments], Vergeten Straat [Forgotten Street], Woyzeck, God van de slachting [God of Slaughter], Kroniek oder wie man einen Toten im Appartment nebenan für 28 Monate vergisst [Chronicle or How to lie dead in your apartment for 28 months], e FRONT Polyphonie, JR. Estreou-se no cinema como protagonista do filme Win/win (2010) de Jaap van Heusden, papel pelo qual foi premiado no Festival de Cinema de Nova Iorque. Escreveu o monólogo África com Peter Verhelst, baseado na sua experiência na gestão de uma platação de árvores no Quénia.

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Faustin Linyekula

Bailarino e coreógrafo, Faustin Linyekula vive e trabalha em Kisangani, no nordeste da República Democrática do Congo, ex-Zaire, ex-Congo Belga, ex-Estado Independente do Congo… Após estudar literatura e drama em Kisangani, mudou-se para Nairobi em 1993 e em 1997 fundou, em conjunto com Opiyo Okach e Afrah Tenambergen, a companhia Gàara, a primeira companhia de dança contemporânea do Quénia. De volta ao Congo em junho de 2001, criou em Kinshasa os Studios Kabako, um espaço dedicado à dança e ao teatro visual, proporcionando programas de formação, bem como...

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